Há mais sete infetados, são esta quinta-feira 721 os doentes no distrito de Setúbal

A saída do estado de emergência para o estado de calamidade não implica menos precauções. A partir de amanhã é proibido sair do concelho de residência.

O total de doentes com Covid-19 no distrito de Setúbal subiu para 721, mais sete do que na véspera. Embora se verifique um ligeiro aumento, os valores são idênticos aos do resto do país onde, nas duas últimas semanas, o alastramento da pandemia parece ter sido sustido.

Numa altura em que o Estado se prepara para proibir as deslocações para fora do concelho de residência (durante o fim-de-semana que amanhã se iniciam, devido ao feriado de 1 de maio), nem por isso cessam os apelos à população para que cumpra as regras em vigor, nomeadamente as de confinamento, manutenção das distâncias de segurança e das recomendações de higiene.

No distrito de Setúbal há várias semanas que todos os concelhos têm à disposição das populações equipamentos diversos de proteção, seja ele médico ou de carácter social. As autoridades nacionais e locais reafirmam a importância de cada pessoa recorrer a ajuda sempre que necessário, evitando desse modo o alastramento da doença ou o arrastamento de situações de pobreza que se tenta contrariar.

Por concelhos, constata-se observando o relatório de situação diária da Direção Geral de Saúde (DGS), que é em Almada que subsistem os maiores problemas, com 229 casos ativos de acordo com este organismo, ou 227 segundo a câmara municipal.

O Seixal conta com 165 doentes e o Barreiro está prestes a chegar aos três dígitos, tendo agora 92. Números elevados são também contabilizados na Moita (68) e em Setúbal (60). Mais desanuviada parece ser a situação no Montijo, com 46 doentes, sem Sesimbra (19), Palmela (18) e Alcochete (14).

Em relação aos concelhos do Litoral Alentejano que integram o distrito continuam a existir divergências entre os dados anunciados pela DGS e as autarquias. A primeira diz que são quatro os doentes em Alcácer do Sal, sete em Grândola e 14 em Santiago do Cacém. Já as contas das câmaras municipais apontam para valores diferentes: Alcácer do Sal diz que tem apenas cinco pessoas recuperadas e nenhum caso ativo, Santiago do Cacém refere seis doentes ativos e oito recuperados e, por fim, Grândola, fala de quatro ativos, sete recuperados e 16 pessoas sob vigilância médica.

No país verificou-se hoje a ultrapassagem, em número de mortos, de Lisboa e Vale do Tejo ao Centro. A primeira região conta agora com 5815 doentes e 199 falecimentos, contra 3389 e 198 da segunda. O Norte é, contudo, o local mais problemático, contabilizando 15.090 doentes e 566 falecimentos. O Alentejo 207 infetados e uma morte. No Algarve existem 331 infetados e 13 óbitos, enquanto que nos Açores há 127 doentes e já morreram 12 pessoas. A Madeira tem 86 casos positivos e zero mortes.

O número total de vítimas no país subiu, face à véspera, em 16 casos, cifrando-se agora nos 989. O total de infetados também aumentou, atingindo agora 25.045 pessoas. Há 968 internados, dos quais 172 estão em unidades de cuidados intensivos. O número de recuperados é de 1519.

Hoje foi também dia de o Governo anunciar que a reabertura dos serviços e comércio da país se irá processar em três datas diferentes. Através do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, foi informado que a partir de 4 de maio prevê-se a reabertura do pequeno comércio (lojas até 200 metros quadrados) e serviços (nomeadamente repartições de finanças e conservatórias). Deverão ainda abrir livrarias, centros auto, campos de golfe e courts de ténis.

A partir de 18 de maio dar-se-á a reabertura das lojas até 400 metros quadrados, de restaurante e creches, museus, galerias de arte e espetáculos, igrejas e locais de culto (todos com regras muito rígidas). Os bares discotecas e ginásios manter-se-ão encerrados. Os alunos dos 11º e 12º anos de escolaridade regressam às escolas.

Por fim, a ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou que o Estado não terá capacidade de, pior si, assegurar o normal atendimento de todas as pessoas que se encontram em lista de espera para as diversas patologias, pelo que se admite o recurso ao setor privado.