Alentejo regista mais 11 infetados, são hoje 218 os casos positivos

Há um total de 218 pessoas infetadas por Covid-19. As forças de segurança anunciam tolerância zero para quem não cumprir as regras instituídas.

A evolução da pandemia de Covid-19 no Alentejo mantém a tendência dos últimos dias, com um aumento quase residual do número de infetados. Hoje, de acordo com os dados estatísticos da Direção Geral de Saúde (DGS), contam-se 218 doentes, um número apenas superior aos dos arquipélagos dos Açores e Madeira mas que, ainda assim, não serve para fazer descurar as regras preventivas.

O concelho de Moura, onde a DGS diz que há 54 casos ativos e a câmara municipal refere apenas 40, é aquele que em todo o Alentejo tem mais doentes contabilizados. A maior parte destas pessoas são residentes em dois sítios isolados, nas imediações da cidade, e habitados por comunidades ciganas.

As estatísticas da DGS dizem também que se mantém os 19 infetados em Évora e os mesmos 18 em Serpa, que são os segundo e terceiro concelhos de maior incidência da Covid-19.

Na listagem estatal contam-se também dez casos em Beja, oito doentes em Almodôvar, sete em Montemor-o-Novo, seis em Portel e outros tantos em Vendas Novas. Em Reguengos de Monsaraz a DGS diz que há cinco pessoas infetadas, mas a câmara refere que não tem conhecimento de qualquer caso ativo mas apenas de oito recuperados. Há também cinco casos confirmados em Portalegre e outros tantos em Elvas. Em Odemira a DGS dá conta de quatro doentes, enquanto que o município fala de dois ativos e dois recuperados. Cuba e Ponte de Sôr, têm, cada qual, três casos confirmados.

Nos concelhos do litoral que estão integrados no distrito de Setúbal subsistem os números divergentes. Enquanto a DGS refere a existência de quatro doentes em Alcácer do Sal, oiro em Grândola e 15 em Santiago do Cacém, as autarquias apresentam outros valores. Alcácer diz que não tem doentes ativos e que conta com cinco recuperados. Em Grândola os números da câmara municipal referem quatro doentes ativos, sete recuperados e 17 pessoas sob vigilância. Por fim, em Santiago do Cacém, os números da autarquia apontam para cinco doentes ativos e nove recuperados.

A nível nacional a situação também não sofreu grandes alterações. A região Norte conta com 15.231 doentes e 578 mortos. No Centro os infetados são 3419 e as vítimas mortais 201. Já em Lisboa e Vale do Tejo há a registar 5339 casos positivos e 202 falecimentos. Já no Algarve foram contabilizados 331 pacientes e 13 óbitos. Nos Açores há 331 pessoas doentes e 13 falecimentos. Por fim, na Madeira, não há alterações em relação aos últimos dias, com 86 infetados e zero mortes.

No dia em que se assinalam os dois meses de pandemia de Covid-19, Portugal ultrapassou o milhar de mortes devido à doença. Até hoje, diz a DGS, já perderam a vida devido à doença, 1007 pessoas, havendo também 25.351 doentes confirmados. A média diária de mortes nos dois últimos meses é, portanto, de 16,7. Nos hospitais estão internadas 829 pessoas, das quais 154 nos cuidados intensivos. Há agora 1647 casos de recuperação.

Os levantamentos da DGS referem, por outro lado, que mais de 11 por cento dos infetados detetados no país são profissionais de saúde (médicos e enfermeiros). Sobre os doentes recuperados, constata-se que o mais idoso tem 100 anos e foi tratado no Hospital São João, no Porto. Entre os que ainda padecem da doença sabe-se que o mais novo tem dias e que o mais velho conta 111 anos.

A saída do concelho de residência é proibida para todos os que não possuam um motivo válido para o fazer (saúde ou trabalho), estando a PSP e a GNR a desenvolver ações de fiscalização em todo o país. As autoridades de segurança, assim como as de saúde, avisam ainda toda a população para evitar deslocações às praias ou participar em manifestações comemorativas do 1º de Maio e noutras de cariz religioso, uma vez que é nesta data que se começam a formar os grupos de peregrinos que depois se põem a caminho do Santuário de Fátima. Este ano, repetem as autoridades, a tolerância para os infratores é zero.