Pandemia dá sinais de estabilidade no distrito de Setúbal onde há 745 infetados

O total de doentes confirmados é hoje de 745. A partir de amanhã é obrigatório o uso de máscaras em locais públicos fechados e nos transportes.

Os infetados com Covid-19 no distrito de Setúbal são hoje 745. Os dados estatísticos mostram que não existiu um agravamento significativo da doença na região (apenas mais um caso). Apesar da aparente estabilização da pandemia, a Direção Geral de Saúde (DGS) alerta para o facto de não se deverem descurar as medidas preventivas, nomeadamente a partir de amanhã, quando se prevê que muitas pessoas possam, por fim, regressar aos seus locais de trabalho.

Por concelhos, também não surpreende que sejam Almada (244), Seixal (165) e Barreiro (97), aqueles que registam maior número de doentes. Tal facto explica-se não só pela densidade populacional, mas também porque é nestas localidades que residem mais pessoas que, diariamente, efetuavam viagens para a margem oposto do Tejo.

Na Moita contam-se 68 pessoas infetadas, em Setúbal são 61 e na Moita 48. Há agora 20 doentes em Sesimbra, 18 em Palmela e 16 em Alcochete.

Nos concelhos do Litoral Alentejano integrados no distrito, a DGS refere a existência de nove infetados em Grândola, quatro em Alcácer do Sal e 15 em Santiago do Cacém. Estes números não são, contudo, condizentes com os dos municípios: Grândola diz que tem três doentes ativos, nove recuperados e 18 pessoas em vigilância ativa; Santiago do Cacém refere a existência de quatro doentes ativos e dez recuperados e, por fim, Alcácer do sal reporta zero doentes com o vírus ativo e cinco recuperados.

Por regiões o Norte tem agora 15.021 infetados e 597 mortos. No Centro há 3447 doentes e 209 vítimas mortais. Já em Lisboa e Vale do Tejo o número de infetados disparou para 6047 enquanto que os óbitos são agora 210. O Alentejo mantém os valores dos últimos dias, com 218 pessoas infetadas e apenas um morto. No Algarve não há alterações a assinalar, mantendo-se os 331 pacientes e 13 óbitos. Nos Açores contam-se 132 casos positivos e 13 vítimas e, por fim, na Madeira, mantêm-se os valores de outros dias: 86 doentes e nenhuma vítima.

No país, ainda de acordo com a DGS, registam-se hoje 25.282 casos de pessoas que estarão infetadas e 1043 mortes confirmadas. As estatísticas referem ainda que o número de internamentos é agora de 856, dos quais 144 estão em unidades de cuidados intensivos. O total de recuperados ascende a 1689.

Segunda-feira é o ´Dia 1’ do uso de máscara obrigatório em muitos locais de acesso público. Supermercados, bancos, repartições de finanças e, sobretudo, transportes, passam a ser sítios onde o uso da máscara de proteção individual terá de ser acatado por todos, sob pena da aplicação de coimas.

Essas coimas, esclareça-se, não podem ser aplicadas pelos funcionários dos respetivos serviços – um motorista de autocarro, por exemplo. Mas estes mesmos funcionários têm toda a legitimidade, quando deparados com infratores, de não permitirem o seu acesso. Têm, também, a obrigação de chamar as autoridades (GNR ou PSP) sempre que alguém esteja premeditadamente a colocar em causa a segurança de terceiros.

Nos transportes públicos, que deverão funcionar apenas com dois terços da sua capacidade, a coima pela não utilização da máscara de proteção tem um valor mínimo de 120 euros.

Ainda sobre restrições nos transportes, importa referir que um táxi, ou mesmo uma viatura da Uber, só podem transportar três pessoas: o condutor e dois passageiros sentados no banco da retaguarda.

Perante a obrigatoriedade da utilização das máscaras, o Governo anunciou, entretanto, por intermédio do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, que Portugal possui neste momento capacidade para produzir mais de um milhão destes equipamentos por dia. O ministro, lembrando a tradição do país no setor têxtil, disse mesmo que se prevê que em breve a produção nacional, a preços acessíveis, possa permitir o final da importação deste produto, que tem sido comprado à China. As máscaras estão agora à venda nas grandes superfícies comerciais, com o Governo a assegurar que o seu número é suficiente para todas as procuras.