A substituição de mais de 50 mil luminárias tradicionais, na iluminação pública do distrito de Évora, por outras com tecnologia LED já foi concluída, num investimento de 21 milhões de euros.
Segundo a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), que congrega os 14 concelhos do distrito de Évora, é esperada “uma redução no consumo de energia de um pouco mais de 70%”.
“Deve ser um caso único a nível europeu, uma região inteira que substitui todos os pontos de iluminação pública, com uma grande preocupação com a eficácia energética, a redução de emissões de dióxido de carbono e a redução exponencial da poluição luminosa”, afirmou hoje o presidente da CIMAC, José Calixto, em declarações à Lusa.
A obra, realizada nos últimos seis meses, teve um custo de 21 milhões de euros, valor que será “completamente recuperado num prazo de 10 anos”, e vai permitir a todos os 14 municípios integrantes da CIMAC uma poupança energética de “um pouco mais de 70%”, graças à substituição das antigas luminárias por outras “mais eficientes de tecnologia LED”.
Metade dos 52.600 novos pontos de iluminação contam, ainda, com tecnologia de gestão ponto a ponto, o que permite regular a luminária à distância “de acordo com os parâmetros desejados” e aqueles que não a têm estão preparados para que seja adicionada no futuro, “caso se considere necessário”, explicou a comunidade intermunicipal.
Segundo José Calixto, o comportamento luminotécnico das novas lâmpadas de iluminação pública alentejanas faz o “espalhamento da luz apenas para onde é necessário”, ou seja, “180 graus para baixo”, o que “reduz significativamente a poluição luminosa” e “traz vantagens para a estratégia turística” da região e para a manutenção do certificado Dark Sky da zona do Alqueva.
“Aquilo que queremos como estratégia de turismo é um céu escuro que permita observações deslumbrantes durante a noite e com realce para os cerca de 4.900 corpos celestes possíveis de observar nos céus do Alentejo. Esse valor turístico também é para preservar”, disse o também presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz.
A obra de substituição das luminárias decorreu de uma candidatura da CIMAC ao Fundo de Eficiência Energética (FEE) e teve o “visto prévio do Tribunal de Contas”, tendo sido implementado “absolutamente dentro” do orçamento previsto e “nem um euro” de derrapagem orçamental, referiu.
Com uma vida útil de “10 anos”, o investimento será “completamente recuperado dentro desse prazo” e não terá “qualquer impacto na tesouraria” dos municípios envolvidos, uma vez que “será pago com as poupanças energéticas geradas pelas luminárias”, de acordo com o autarca.
O projeto permite ainda reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera em seis mil toneladas por ano em toda a zona do Alentejo Central.






