Utentes do Litoral Alentejano protestam em prol de melhores condições de saúde

As comissões de utentes do Litoral Alentejano manifestam-se hoje em frente ao Ministério da Saúde em protesto pela “escassez de cuidados de saúde e pela falta de profissionais”.

 

Devido aos “vários problemas que persistem” nos serviços de saúde, que abrange os municípios de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira, esta sexta-feira, pelas 10h30, os utentes concentram-se em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa.

“Há falta de médicos, enfermeiros, auxiliares e assistentes técnicos no Hospital do Litoral Alentejano (HLA) e nos centros de saúde as condições dos edifícios são precárias. Por isso, vamos lutar para que, no futuro, hajam melhores condições nos cuidados de saúde”, disse à Lusa o porta-voz da coordenadora das comissões de utentes, Dinis Silva.

“Há cerca de 11 mil utentes sem médico de família, que é um número infelizmente elevado, a urgência de pediatria do HLA continua a funcionar sem médico pediatra e há localidades que só têm médico de 15 em 15 dias. Por estas razões vamos bater à porta da ministra da Saúde”, afirma Dinis Silva.

Além de elementos das comissões de utentes, a manifestação conta com médicos, enfermeiros, auxiliares, autarcas, dirigentes e delegados sindicais e a “população que quis aderir para ajudar a pressionar o Governo a melhorar as condições de saúde” na região.

“No HLA, os tempos máximos de resposta garantidos são na sua maioria ultrapassados, como é o caso das consultas de otorrinolaringologia, em cerca de três anos, e, em algumas especialidades, só há um médico para cerca de 100 mil utentes”, critica o representante das comissões de utentes.

As comissões de utentes defendem também a colocação de uma ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) no Serviço de Urgência Básica (SUB) de Alcácer do Sal e denunciam a degradação das instalações de centros e extensões de saúde nos concelhos de Santiago do Cacém, Grândola e Odemira.

“Há mais de uma década a lutar por melhores condições de saúde” para os utentes do Litoral Alentejano, o coordenador das comissões de utentes realça que “têm sido feitas diligências para que de uma vez por todas se entenda que esta região precisa de melhores cuidados de saúde”.

De entre os vários problemas apontados está igualmente a nova urgência do HLA, um investimento de cerca de dois milhões de euros, que “está por abrir há mais de 1 ano por falta de mais de 15 enfermeiros” para assegurar o serviço.

“As promessas sucessivas que têm sido adiadas, como o Centro de Saúde de Santiago do Cacém, que aguarda há anos por novas instalações, não passam disso mesmo e o que queremos é que passem à prática e que as populações saiam beneficiadas com isso”, concluiu Dinis Silva.