Universidade de Évora adota medidas e cancela deslocações devido ao coronavírus

A UE cancelou ou adiou, até final de junho, deslocações de alunos, professores e funcionários no âmbito de programas de mobilidade, a partir ou com destino à academia, como prevenção face ao novo coronavírus (Covid-19).

 

Num comunicado publicado na sua página na Internet, a Universidade de Évora (UE) explica que decidiu adotar “medidas preventivas” relacionadas com o Covid-19, durante este semestre do atual ano letivo, que decorre até final de junho.

“A preocupação cresce à medida que o vírus se alastra na Europa, pelo que, face às implicações atuais Covid-19, a UE, “de acordo com o sugerido pela Agência Nacional, decidiu adotar medidas preventivas”, lê-se na nota.

Segundo a academia, “com o intuito de proteger alunos, professores e trabalhadores, são assim canceladas ou adiadas as deslocações no âmbito de mobilidade incoming ou outgoing planeadas para o semestre par de 2019/2020”.

Uma fonte da universidade explicou à Lusa que estas medidas estão em vigor “desde quinta-feira e vão prolongar-se até final de junho”.

No âmbito dos programas de mobilidade, “há alunos, professores e funcionários da UE que podem ir para outras universidades”, assim como os de “outras universidades podem vir para Évora”, lembrou, reiterando que “essas deslocações estão agora canceladas ou adiadas, quer a partir da instituição de Évora, quer de outras de ensino superior para a academia alentejana”.

Para “intensificar as medidas de segurança e isolar os possíveis focos de infeção, a universidade solicita ainda aos alunos, professores e trabalhadores “que regressaram dos países afetados e que evitem quaisquer interações sociais durante quinze dias”. Esta situação, “no caso dos alunos, não prejudicará as avaliações”, garantiu.

A medida destina-se “a quem já tenha regressado ou regresse dos programas de mobilidade em países afetados” e a UE vai “facilitar aos alunos que tenham frequências ou exames que os possam fazer mais tarde”, precisou a fonte.

A Universidade de Évora explica, no comunicado, que as Agências Nacionais e as organizações podem invocar a cláusula de força maior às atividades de mobilidade para a China ou para outras áreas afetadas, bem como a mobilidades provenientes dessas áreas, tal como previsto no modelo de contrato entre as Agências Nacionais e os beneficiários e definido no guia do Programa Erasmus+ e em outros documentos contratuais.

“Neste contexto, existe flexibilidade para cancelar, adiar ou deslocar as atividades planeadas para essas regiões, salvaguardando o enquadramento legal geral aplicado ao Erasmus+”, refere, vincando que “os mesmos princípios podem ser aplicados a quaisquer mobilidades incoming das regiões afetadas”.