“Tesouro do Africano” descoberto em Sines vai ser apresentado ao público

Estima-se que as 25 moedas de prata, encontradas no centro histórico de Sines em 2013, remontem ao século XVI.

São nove moedas de meio tostão, sete de tostão e nove de real, provenientes da Europa e da América Latina,  que constituem o “Tesouro Africano” descoberto no centro histórico de Sines, em 2013, e com apresentação ao público prevista para maio, pela primeira vez.

Estas moedas atravessaram vários reinados e um oceano até serem encontradas durante a abertura de uma vala no Largo Poeta Bocage, que permitiu à equipa de arqueólogos e antropólogos descobrir não só “O Africano”, mas outros 53 enterramentos e quatro ossários (casa ou lugar onde se guardam ossadas de defuntos), pertencentes a um cemitério medieval relacionado com a Igreja de São Salvador

A apresentação do espólio vai ser feita em simultâneo com a abertura ao público da Casa-Forte do museu, onde poderá ser visto também o Tesouro do Gaio, composto por uma gargantilha e brincos fenícios e um conjunto de cantarias visigóticas que já faziam parte do acervo da instituição.

Com a exposição do “Tesouro do Africano” estarão também os vários painéis de moedas de prata e ouro, a maioria doada por José Manuel da Costa, fundador do Museu de Sines, à Câmara Municipal, mas também provenientes de outras origens.

“Algumas das moedas têm mais de 25 séculos e são um grande tesouro da cidade porque a moeda não é apenas um elemento fundamental do desenvolvimento do comércio, mas também um pequeno fragmento de arte, cultura e religião”, salienta Ricardo Pereira, arquitecto do Museu de Sines em declarações à Lusa.

Quanto ao esqueleto de “O Africano”, foi para o departamento de antropologia da Universidade de Coimbra.