Demolição das chaminés da central termoelétrica de Setúbal foi adiada

A operação estava prevista para as 13h00 de hoje, mas foi adiada por razões de segurança. A EDP garante que até ao final do ano as duas chaminés vão mesmo abaixo. Por enquanto continuam de pé.

A demolição das duas chaminés da Central Termoelétrica de Setúbal, prevista para hoje, 7 de março, foi adiada por razões de segurança, segundo disse à Lusa o gestor da operação Bruno Travassos.

A delicada operação, com recurso a cerca de 150/200 quilogramas de explosivos, distribuídos por 400 furos, e acrescidos de outros 60 quilos do mesmo material colocado em piscinas à volta do local, começou a ser preparada há ano e meio, no âmbito do desmantelamento daquela unidade industrial, encerrada em 2013.

Os responsáveis explicaram que “não há data prevista” para concretizar a operação, mas acreditam que ocorrerá até ao final do ano. Em 2021, estão previstas intervenções de requalificação ambiental do terreno da central.

Neste caso, segundo o Semmais apurou, estão previstos trabalhos de descontaminação, dependentes, ainda, das avaliações do solo que só serão realizadas após o desmantelamento total das duas chaminés.

As fontes da EDP, detentora da Central, adiantam que grande parte dos materiais oriundos do processo, que são cerca de 90 por cento do desperdício, serão aproveitados, reutilizados e reciclados “promovendo assim a economia circular”.