Pandemia já fez 422 doentes no distrito de Setúbal

As pessoas infetadas com Covid-19 no distrito de Setúbal (onde se incluem também quatro concelhos localizados na região Alentejo), subiram para 422, somando os dados do relatório da Direção Geral de Saúde (DGS) com os facultados por algumas autarquias e instituições.

Almada e Seixal já ultrapassaram a barreira da centena, contabilizando agora, respetivamente, 121 e 101 casos positivos. As estatísticas oficiais dizem também que há 54 infetados no concelho do Barreiro, 37 em Setúbal e 31 na Moita. No Montijo contabilizam-se 23 doentes e em Sesimbra serão 13. Palmela com 11 e Alcochete com sete, fecham o lote dos municípios localizados geograficamente no distrito de Setúbal.

Em relação ao Montijo, aos 23 doentes confirmados pela DGS, há que somar outros quatro, funcionários da Santa Casa da Misericórdia local, conforme confirmou ao Semmais ontem ao final da tarde o provedor da instituição.

Depois, no que se refere aos concelhos localizados na região Alentejo, há seis doentes em Santiago do Cacém, quatro em Sines, três em Grândola e dois em Alcácer do Sal. Estes números não são, no entanto, unânimes. É que enquanto em Sines a câmara municipal diz ter apenas dois doentes, já em Grândola existe a informação de que os infetados são dez.

O panorama a nível nacional mostra que o número total de infetados é agora de 11.278 enquanto que as vítimas mortais subiram para 295 (mais 29 do que no sábado). Há 1084 pessoas internadas, sendo que 267 estão nos cuidados intensivos. O número de pacientes recuperados mantém-se nos 75.

Por regiões, constata-se que a situação mais grave é a verificada no Norte, onde há 6530 doentes e 158 mortos. No Centro contam-se 1442 infetados e 72 vítimas mortais. Lisboa e Vale do Tejo conta com 2904 casos positivos e 58 óbitos. No Algarve as vítimas são já sete e os doentes 201.

Na conferência de imprensa de hoje, a ministra da Saúde, Marta Temido, disse que está a crescer “a pressão sobre o internamento hospitalar”, o que significa que os hospitais estão cada vez mais sobrecarregados devido aos internamentos e ao esgotamento de alguns recursos e, sobretudo, do pessoal médico que se encontra na linha da frente no combate à pandemia.

Marta Temido disse ainda que desde o início da crise pandémica, o país conseguiu mais do que duplicar o número de ventiladores, possuindo agora 1538. Na noite passada, disse ainda a ministra, chegaram a Lisboa, provenientes da China, mais 144 aparelhos, muitos deles doados por municípios e instituições.