Pico da pandemia no Alentejo, onde há hoje 237 infetados, previsto para 21 de maio

Há agora 237 pessoas infetadas e um morto. A reabertura de serviços, comércio e escolas pode fazer disparar os números.

O pico da pandemia de Covid-19 no Alentejo deverá ser atingido no dia 21 de maio. Esta é a conclusão de um estudo denominado “Covid-19 Insights”, realizado pela Cotec Portugal e pela Nova Information Management School (Nova IMS), da Universidade Nova de Lisboa.

De acordo com o estudo, o índice de risco de contrair a doença relaciona simultaneamente a taxa de infeção, o índice de dependência de idosos, a densidade populacional, a população residente com 15 ou mais anos sem ter completado o ensino secundário e o rendimento bruto per capita.

O mesmo estudo revela ainda que, no início, foi nos distritos de Portalegre e Beja que a população menos respeitou as regras de confinamento. Atualmente, no entanto, as maiores preocupações incidem sobre Évora, onde o índice de risco de infeção é de 1,65. Beja tem um risco de 1,58 e Portalegre está agora no limite mínimo de segurança, com 1. No Alentejo, no geral, o risco de infeção é de 2,70.

Por concelhos, segundo refere o mesmo estudo, os de maior risco são Moura (28,86), Almodôvar (8,98), Portel (8,19) e Serpa (7,81).

Hoje, o número total de pessoas infetadas com o Covid-19 era, nos distritos alentejanos, segundo informou a Direção Geral de Saúde (DGS), de 237 doentes e um morto. Um valor que a nível nacional, só encontra valores mais benignos na Madeira.

É no concelho de Moura que continuam centradas as maiores atenções e preocupações. No domingo as autoridades locais de saúde e o município confirmaram a existência de nove novos casos. Tratam-se de pessoas residentes em Sobral da Adiça e que fazem parte de um grupo de dez que havia sido testado dias antes. Estes novos casos estarão todos relacionados com um outro que já antes fora detetado naquela localidade.

Moura tem agora 57 casos ativos, de acordo com a DGS, e 50 segundo as contas da câmara municipal, que refere ainda a existência de mais 26 pessoas já recuperadas e de 93 que se encontravam sob vigilância.

Depois de Moura há ainda que salientar a situação vivida em Odemira, concelho onde as autoridades nacionais de saúde dizem existir sete doentes ativos, mas que de acordo com a autarquia local serão apenas cinco. A câmara refere, no entanto, que já contabilizou dois pacientes recuperados e que tem 36 pessoas sob vigilâncias. Tratam-se de trabalhadores agrícolas não comunitários e que estarão divididos entre as suas residências e o pavilhão desportivo da Escola de São Teotónio.

Noutros concelhos alentejanos, a DGS refere a existência de 23 doentes em Évora, 15 em Serpa, 12 em Beja, nove em Almodôvar, oito em Elvas e Vendas Novas. Há ainda a indicação de sete casos em Reguengos de Monsaraz, número que não é confirmado pela autarquia que diz ter zero infetados e oito recuperados, salientando ainda que há dez dias que não se deteta um único novo caso.

Sete casos ativos tem também Montemor-o-Novo, enquanto Portel tem seis, Portalegre cinco, e Cuba quatro.

Nos concelhos do Litoral Alentejano integrados no distrito de Setúbal, a DGS refere cinco casos em Alcácer do Sal, dez em Grândola e 15 em Santiago do Cacém. São números diferentes dos apresentados pelas câmaras, uma vez que Alcácer do Sal aponta para zero doentes ativos e cinco recuperados, Grândola refere quatro ativos, nove recuperados e 11 em vigilância e, por fim, Santiago do Cacém aponta para dois ativos e 12 recuperados.

Nos dados referentes ao país a DGS indicou que já morreram 1144 pessoas, havendo 27.679 casos de infeções confirmadas. Neste momento estão internadas 805 pessoas, das quais 112 em unidades de cuidados intensivos. Os recuperados são 2549.

Por regiões contam-se 16.008 doentes e 651 mortes no Norte, 3545 infetados e 216 falecidos no Centro e 7316 pacientes e 248 óbitos em Lisboa e Vale do Tejo. O Algarve tem 348 doentes e 14 mortes, enquanto os Açores somam 135 pacientes e 14 falecimentos. Na Madeira não há vítimas e o número de doentes é de 90.