Funcionários de mais de 40 lares do distrito de Setúbal vão ser testados a partir de terça-feira

Diretora regional da Segurança Social elogia a articulação entre a instituição, a Saúde e a Proteção Civil. Os testes abrangem semanalmente 25 por cento dos funcionários de instituições com um mínimo de 50 utentes.

Inicia-se terça-feira, 20 de outubro, a realização de testes de despistagem à Covid-19 aos funcionários dos lares do distrito de Setúbal que possuem mais de 50 utentes. Esta tarefa prolongar-se-á durante seis meses e será feita de forma faseada em cada uma das instituições, permitindo que as mesmas não fiquem desfalcadas em caso de ser detetado algum contágio.

Conforme disse ao Semmais a diretora regional da Segurança Social, Natividade Coelho, vão ser intervencionadas no distrito 43 instituições, sendo cinco na zona mais a sul, 24 da península integradas na rede solidária e, na mesma área, mais 15 integradas na rede privada.

“É uma aposta forte do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social nas ações preventivas. Uma ação que visa evitar novos surtos e que, do modo como está concebida, consegue colocar todas as instituições com 50 ou mais utentes no radar, uma vez que todas as semanas, em cada uma delas, serão testados 25% dos funcionários”, adiantou.

Natividade Coelho enalteceu também a colaboração existente no distrito entre as três entidades que têm participado nas ações preventivas. “Tanto a Saúde como a Segurança Social e a Proteção Civil têm funcionado em excelente articulação, e esse é o segredo para a obtenção dos bons resultados”, disse.

 

Ação dura seis meses e envolve mais de 170 profissionais

A realização destes testes estará a cargo da ABC – Algarve Biomedical Center, que celebrou um contrato com a Segurança Social. De acordo com declarações ao Semmais do presidente da empresa, António Marques, deverão ser testados mensalmente e por um período de seis meses, mais de 2100 funcionários de todos os lares. “Em cada instituição serão testados, de cada vez, um quarto dos funcionários. Dessa forma mantém-se a operacionalidade dos serviços e obtêm-se resultados que, numa situação de revelarem algum caso positivo, permite mais rapidamente proceder ao isolamento”, explicou o responsável.

Salientando que os testes a realizar não são os denominados testes rápidos, mas sim os que transmitem maior fiabilidade, António Marques explicou ainda que a Algarve Biomedical Center será responsável por todas as colheitas assim como pelo trabalho laboratorial. Para o efeito haverá 160 pessoas a integrar as equipas de recolha e mais 11 a desempenharem funções no laboratório.

O resultado dos testes a efetuar, segundo a mesma fonte, será conhecido num período de 24 horas.