Após mais de 20 anos à espera que o Estado cumprisse o que determinou, o município do Seixal decidiu avançar para a obra que permite descongestionar o tráfego entre Corroios e Amora, facilitando as ligações a outros concelhos.
A câmara do Seixal aprovou esta semana a abertura de um concurso público para que seja construído o prolongamento da via alternativa à Estrada Nacional 10. Trata-se de um troço com 1,9 quilómetros, que irá ligar Corroios e a Quinta da Princesa, na freguesia de Amora e que faz parte da Estrada Regional 10, cuja construção está prevista no Plano Rodoviário Nacional desde 2000. O custo total da obra está estimado em 4,6 milhões de euros.
De acordo com o presidente do município, Joaquim Santos, esta obra, que inclui uma rotunda no final (Quinta da Princesa) e onde será feito o acesso à via principal, é considerada prioritária e urgente, uma vez que irá permitir descongestionar o tráfego automóvel entre as duas freguesias. Trata-se, diz, de um antigo desejo de todos os residentes na zona e deverá agora ficar concluída no prazo de dois anos.
“Da parte do estado, que seria o responsável pela obra, houve sempre muitas promessas, muitos planos, mas nunca se fez nada, pelo que decidimos avançar com um projeto exclusivamente municipal”, disse ao Semmais Joaquim Santos.
O autarca referiu ainda que esta empreitada (que deverá ser completada quando, ainda este ano, for lançado o concurso para a construção do quilómetro final, entre o nó da Amora e a Nacional 10) “será uma entre as várias que, a médio prazo, irão melhorar as acessibilidades a todo o interior do concelho”.
A construção da Regional 10, que permitirá estabelecer ligação entre os concelhos de Almada, Seixal, Barreiro e Moita, foi incluída no Plano Rodoviário Nacional em 2000. O município de Almada fez a sua parte da obra, o mesmo acontecendo com a Câmara do Seixal, que construiu cerca de 500 metros de via próximo da Quinta do Rouxinol.
Sendo uma obra da competência do Governo, competia às Estradas de Portugal (atual Infraestruturas de Portugal) desenvolver todos os restantes trabalhos, tendo os estudos para os mesmos sido iniciados em 2008 e suspensos dois anos mais tarde, devido a problemas relacionados com a cedência dos terrenos. “Depois disso, nunca mais o Estado voltou a debruçar-se sobre os trabalhos”, adiantou Joaquim Santos.
Entretanto, ainda de acordo com a informação prestada pelo autarca, a câmara do Seixal garantiu ter todas as autorizações e acordos firmados para que se pudessem iniciar os trabalhos nos terrenos escolhidos.






