Teporset garante recuperação da pradaria afetada nas dragagens de janeiro

A empresa tem vindo a avaliar as causas que levaram à escorrência de sedimentos no estuário do Sado, na sequência de dragagens que efetuou em janeiro deste ano. E afirma que vai proceder a uma intervenção para recuperação da pradaria afetada.

As concessionárias da Teporset estão a desenvolver várias iniciativas para determinar as causas que desencadearam a escorrência de sedimentos no estuário do Sado, no seu terminal do Porto de Setúbal, ocorrido no início de janeiro.

Segundo a empresa, está a ser feito “um levantamento exaustivo” das razões do incidente, em “estreita colaboração com as autoridades competentes, com os empreiteiros e prestadores de serviços”, com vista à identificação detalhada da ocorrência e estabelecimento de medidas de compensação ambiental.

De acordo com a mesma fonte, já foi possível apurar que a escorrência de sedimentos no estuário do Sado foi causada durante o galgamento da água de dragagem das paredes laterais da contenção do canal de escoamento, situação que terá “provocando a inundação dos terrenos adjacentes em terra com escoamento das águas de retorno para o meio aquático fora do canal existente para o efeito”.

A empresa explica que neste processo verificou-se a afetação de uma pradaria (de reduzida dimensão, 0,3 ha), que se tinha desenvolvido recentemente, crê-se que a partir de 2013, ostentando um padrão de desenvolvimento incipiente.

A concessionária Teporset lamenta a ocorrência e reforça a sua intenção de repor qualquer dano causado, contribuindo de forma ativa e positiva para a recuperação ambiental da referida pradaria.

“Os sedimentos são constituídos por areias e lodos do próprio rio, previamente caracterizados pelo IPMA (Instituto Português do Mar e Atmosfera) e comprovadamente não poluentes, conforme demonstrado pelas análises efetuadas, por serem integralmente naturais e provenientes do mesmo ecossistema. Não se verificou, nem se podia verificar, qualquer descarga de elementos externos poluentes, lamas, resíduos ou qualquer outro material de semelhante natureza”, esclarece a concessionária do terminal.

Os concessionários do terminal referem ainda que “foram contratadas todas as competências técnicas e legais para a realização desta obra segundo os mais exigentes padrões de execução e em conformidade com as melhores práticas do setor”.