A emergir na Quinta das Nascentes, os trabalhos de edificação do futuro equipamento cultural do Montijo estão em marcha. O investimento é de quase 1 milhão de euros.
O primeiro passo foi dado em novembro do ano passado aquando da aprovação, por unanimidade, da abertura do procedimento por concurso público, adjudicado por 980 mil euros e cofinanciado, em 50%, pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). A futura Casa da Música Jorge Peixinho, é uma homenagem ao maestro natural do Montijo, uma das figuras de primeira linha no panorama musical do século XX.
“Vai ser um equipamento dedicado à cultura montijense e à música no Montijo, que tem o nome de um dos maiores maestros a nível nacional e internacional da música contemporânea”, explica ao Semmais o presidente da câmara Nuno Canta.
A nova infraestrutura cultural, que já se encontra em fase de execução, compreende a reconstrução de um edifício rural burguês existente naquela área, onde funcionava uma quinta agrícola. Vai contemplar, no primeiro andar, um espaço museológico dedicado ao maestro Jorge Peixinho, que deixou à autarquia, o seu espólio, desde um piano a uma série de outros pertences pessoais que, até à data, não estiveram expostos permanentemente. O rés-do-chão também vai servir de espaço para exposições e é onde se vai situar o grande auditório, com um palco hidráulico com abertura para o exterior.
Projeto está inserido na área da Reserva Ecológica Nacional
O projeto engloba também o Jardim das Nascentes, na área envolvente, que já está concluído e representou um investimento de 1 milhão e 291 mil euros. “Esta empreitada pretende fazer ligação plena ao que se designa de preservação natural, porque esta Casa da Música está inserida no Jardim das Nascentes, uma espécie de galeria ripícola que faz parte da estrutura verde principal da cidade, juntando a esse património natural a edificação da Casa da Música”, diz o edil, acrescentando que “juntamos a isto o património cultural imaterial, ou seja, a obra criada por Jorge Peixinho e todas as outras que vamos levar até à Casa da Música”.
O referido jardim abrange toda a propriedade, integralmente inserida na Reserva Ecológica Nacional e com uma área natural de 3,7 hectares, para preservação das suas características biofísicas e hidrológicas, nomeadamente da vegetação ripícola e das duas linhas de água de escorrência pluvial fundamentais na hidrografia regional, que corrige as margens da linha de água afetadas por situações de erosão.
A Casa da Música Jorge Peixinho vai ser o próximo espaço cultural do município, a situar-se no meio deste jardim, cuja conclusão da empreitada está prevista para outubro deste ano. Ainda assim, “não sabemos se inauguramos neste ou no próximo mandato”, avança Nuno Canta.






