Com a eleição de cinco deputados por Setúbal, Paulo Ribeiro, presidente da Comissão Política Distrital, diz que os resultados corresponderam às expectativas.
Sem mencionar a ascensão do Chega no distrito, Paulo Ribeiro faz um balanço positivo afirmando que “voltámos a atingir os objetivos, tivemos um crescimento em termos absolutos e relativos e mais um mandato”. No entanto, mais 16.884 votos, o que se traduziu numa subida de 3,8 por cento face a 2024, não foram suficientes para premiar a AD com mais do que o terceiro lugar no distrito. Ainda assim, o segundo deputado eleito acredita que “Setúbal demonstrou confiança no Governo e na liderança de Montenegro”.
“A legislatura estava a correr com normalidade, o Governo estava a governar com competência”, disse ao Semmais o presidente Distrital, afirmando que foi a oposição que escolheu ir a eleições e não povo. “Acho que os portugueses quiseram castigar particularmente o Partido Socialista”, acrescentou.
Segundo Paulo Ribeiro, são ainda muitas as pastas que este Governo admite não ter conseguido pegar na anterior legislatura, mas que esperam dar a devida atenção na que se segue. Para Setúbal, os projetos passam por reforçar a questão da segurança, resolver os problemas da saúde, da mobilidade e da habitação. O deputado sabe que estas questões se aplicam a todo o território nacional, mas que preocupam em especial a zona Sul da Área Metropolitana de Lisboa, com assuntos inacabados em relação ao aeroporto, à terceira ponte sobre o Tejo e aos problemas nos hospitais.
As preocupações da população em relação à habitação também são um ponto fulcral e o ainda atual secretário de Estado da Proteção Civil lembra que “há necessidade de duplicar o número de habitações projetadas e que querem aumentar no distrito”.
Paulo Ribeiro admite ter vontade de fazer mais e melhor pelo distrito e acredita que, nesta legislatura, terão mais tempo para olhar para os assuntos que preocupam as forças de autoridade e as associações da região, a quem deram especial atenção na campanha.
A campanha da Aliança Democrática, com foco na proximidade e na escuta da população foi, na opinião de Teresa Morais, o caminho para o sucesso da mesma. A cabeça de lista pela coligação PSD-CDS relembra nas suas redes sociais que, a par de 2024, os objetivos propostos foram atingidos, mesmo que isso não se tenha traduzido na vitória a nível regional.






