Executivo da Moita investiu mais de 100 milhões em três anos

Habitação, hotelaria e restauração, acessibilidades e infraestruturas no top das iniciativas que prometem transformar o concelho numa nova centralidade da península de Setúbal.

O concelho da Moita da Moita é candidato, a breve prazo, a tornar- -se numa nova centralidade na península de Setúbal. O investimento superior a 100 milhões de euros efetuados nos últimos três anos assim o antevê. O reforço das infraestruturas, nomeadamente as relacionadas com as acessibilidades, têm sido uma das apostas, mas também áreas como a habitação, a hotelaria ou o meio empresarial estão em alta.

“O investimento está a ser realizado e tem todas as condições para continuar. Os investidores sabem que podem contar com o apoio da câmara municipal no acompanhamento dos diversos processos e essa é uma garantia que tem sido reconhecida e que não pode ser menosprezada”, disse ao Semmais o presidente da autarquia, Carlos Albino, na sequência da recente conferência municipal que visou informar sobre alguns dos mais importantes projetos em curso.

Sem um único hotel até ao momento, o concelho prepara- -se para receber uma unidade hoteleira com 60 quartos na freguesia de Alhos Vedros. É aí, também bém, que deverá ser construído em breve (tudo depende do Governo executar o que já foi aprovado em Conselho de Ministros) o terminal fluvial. “A Moita ficará, de barco, a 20 minutos de Lisboa e isso é, sem dúvida, uma forte fonte de atratividade para o município. Construir o cais fluvial, que irá libertar a rede viária e terá evidentes benefícios ambientais, custará ao Estado apenas cerca de três milhões de euros”, acrescentou o autarca.

Autarquia diz ter vários terrenos para habitação

Carlos Albino disse ainda que uma das maiores carências que foi identificada há cerca de três anos está relacionada com a disponibilidade de habitação. “Agora só não aproveita quem não quiser. A Moita tem terrenos disponíveis e o desenvolvimento da habitação já está em marcha”, disse. Esse desenvolvimento passa pela criação de cerca de 2.500 novas moradias. As mesmas, explicou o edil, deverão ser construídas, gradualmente, numa área conhecida como Fonte da Prata. “O antigo investidor faliu em 2008 e todo o projeto parou. Neste momento, temos uma instituição bancária que assegura o avanço dos trabalhos”, adiantou.

Na Fonte da Prata, onde se prevê que nasça um parque habitacional que beneficie quem procure a primeira casa, quem opte pelo arrendamento e também as classes média e média/ alta, estão já a realizar-se os levantamentos que permitam conhecer o estado de conservação das infraestruturas construídas antes da falência do projeto. “Acreditamos que este será um empreendimento capaz de atrair mais gente ao concelho que, nos últimos anos, mercê do investimento nas mais diversas áreas, conseguiu também criar mais de 700 postos de trabalho direto”, sublinhou Carlos Albino.

Com uma forte aposta em áreas com o retalho alimentar (o concelho, sabe o nosso jornal, deverá ver chegar já no próximo ano uma das maiores marcas Ibéricas), existe ainda uma preocupação acrescida da autarquia em criar acessos rodoviários capazes de, a curto e médio prazo, satisfazerem todas as necessidades. “Confirmo que já reservámos terrenos que irão permitir a construção de um nó rodoviário à A33, na zona de Alhos Vedros. Do mesmo modo temos assegurada a passagem sobre a via férrea. Nos últimos tempos, mercê de acordos, conseguimos garantir um investimento dos empresários nas redes de transportes e em taxas que ronda os 7,5 milhões de euros. Quando chegar o momento, o Estado já não terá de se preocupar com a posse desses terrenos, uma vez que a câmara já a assegurou”, concluiu.