“À Descoberta de Um Verso” é a mais recente obra publicada pelo economista José-António Chocolate que, além de reclamar mais espaço mediático para a poesia, pretende cultivar a curiosidade do leitor e desmitificar alguns dos preconceitos sobre este estilo de escrita.
O livro resulta da vasta experiência na escrita do autor, através de projetos como a Semmais Alentejo, Alentejo Ilustrado e outras obras publicadas como “A Voz das Palavras”, “O Lugar e o Momento” e “Entre a Música e a Poesia”. “Esta experiência, em especial na revista do Semmais, permitiu-me amadurecer a ideia de que a poesia deveria merecer, como em uma certa altura em especial nos jornais regionais, mais espaço. Havia sempre um cantinho para a poesia, desde os jovens valores ao aparecimento de outros poetas. Desde que estou a colaborar com o Alentejo Ilustrado, tenho publicado um poema mensalmente e vou tentá-lo traduzir, quer ao nível do entendimento da forma, da estética, das figuras de estilo, como da substância, para fazer entender que os poetas não são nenhuns loucos, são pessoas que convivem no dia-a-dia com as coisas e que, portanto, apreendem e querem extravasar esse sentimento. Com base nessa ideia reuni 26 poemas e 26 textos e editei este livro”, explica ao nosso jornal José António Chocolate.
A obra apresenta poemas de diversos estilos de escrita dedicados a diferentes temas que inquietam e inspiram o autor: “A ideia é demonstrar que a poesia pode ter várias formas, falar de muitos sentimentos e dar expressão a esses sentimentos de forma variada. Mas os meus temas preferidos são o silêncio revisitado, o silêncio que a gente pretende e que não é um silêncio, nem uma solidão imposta, é qualquer coisa que se procura”.
José-António Chocolate tem procurado promover o livro e a poesia junto da comunidade educativa e já desenvolveu, no Alentejo, algumas ações nas escolas. “Aquilo que faço é falar com a bibliotecária e com uma professora e ofereço o livro a uma determinada turma. Depois de lerem, fazem uma atividade em que podem escrever. Temos tido experiências interessantíssimas, poemas muito bonitos. Estamos a falar das idades entre os 15 e os 17 anos, um período muito crítico para aqueles miúdos que podem encontrar na escrita uma forma de expressar os sentimentos”, explica.






