Empresa reafirma o compromisso com a sustentabilidade ambiental, saúde pública e desenvolvimento do território. Reitera ainda a articulação com os municípios, trabalhadores e o Grupo Águas de Portugal.
Em cerca de de duas décadas de atividade, a Simarsul, empresa que faz a gestão do sistema de águas residuais e saneamento da península de Setúbal, investiu mais de 227 milhões em operações, 75 dos quais comparticipados. Segundo a administração, este valor reflete o compromisso com a “sustentabilidade ambiental, a saúde pública e o desenvolvimento equilibrado” da região.
“O balanço é marcadamente positivo e motivo de grande orgulho. Foi o resultado de um esforço coletivo e articulado entre os municípios, os trabalhadores/as e o Grupo Águas de Portugal”, diz ao Semmais, José Fialho, presidente do conselho de administração.
De acordo com o mesmo responsável, entre as conquistas da empresa, está, por exemplo, a “taxa de cobertura com tratamento adequado de águas residuais”, que se encontrava em “cerca de 25 por cento da população servida, em 2004” e em 2022 alcançou perto “99 por cento”. Para José Fialho esta concretização assegurou “a proteção dos ecossistemas, a requalificação das zonas ribeirinhas e a melhoria da qualidade das águas balneares – com impactos evidentes na biodiversidade, incluindo o regresso de espécies como os golfinhos ao estuário do Tejo”.
Do investimento realizada, o administrador assinala ainda uma “infraestruturação profunda do território”, através da construção de nove novas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), a reabilitação de outras 12, a implementação de 71 estações elevatórias, dois emissários submarinos e mais de 215 km de coletores”.
Maior rede de distribuição de água para reutilização
Para o presente e futuro da operação, José Fialho identifica como principais desafios a “adaptação às alterações climáticas”, que exige “maior resiliência das infraestruturas e medidas eficazes de controlo das afluências indevidas”; a “modernização tecnológica e digitalização da operação”, com destaque para “monitorização remota de ativos, a automatização de sistemas e a integração de dados para tomada de decisão; e ainda a “valorização e rejuvenescimento do capital humano”, especialmente “num setor que enfrenta o envelhecimento da força de trabalho”, apesar de contar com equipas “altamente comprometidas e experientes.
Ainda atendendo as questões de sustentabilidade ambiental, o administrador recorda que a Simarsul tem já “a maior rede de distribuição de água para reutilização (ApR) a nível nacional, com 160 km de extensão”: “Trata- -se de um dos mais robustos projetos de economia circular do setor, pois a estratégia definida à data da execução permitiu que os custos de investimento inicial fossem negligenciáveis. Esta reutilização das águas residuais depois de tratadas nas ETAR está a ter crescente aceitação e perspetiva-se como fator incontornável na correta gestão dos recursos hídricos do país. No caso da Simarsul, esta origem de água já corresponde a 92 por cento dos consumos industriais da empresa”.
A curto e médio prazo, a empresa tem um conjunto de metas que se encontram “alinhadas” com a estratégia das Águas de Portugal e da Agenda 2030: “A redução de 20 por cento do consumo energético específico até 2030; o atingimento da neutralidade carbónica até 2045, com metas intermédias já definidas; a reutilização até 30 milhões de m³ de água residual tratada por ano, num território que consome cerca de 50 milhões de m³ anuais; a mitigação das afluências indevidas, através de um diálogo continuado com os Municípios, recorrendo a soluções que vão desde a reformulação de infraestruturas à instalação de válvulas anti-retorno”, explica.
“A sustentabilidade na Simarsul é uma prática transversal e diária que combina inovação, proximidade e cultura organizacional. Por exemplo, conduzimos formações internas e regulares em sustentabilidade e boa práticas, promovemos projetos piloto e soluções inovadoras e realizamos campanhas de sensibilização ambiental junto da população e escolas, fundamentais para promover uma cultura de cidadania ambiental”, revela José Fialho.






