Quase 4.500 árvores e arbustos autóctones vão ser plantados no concelho para aumentar a biodiversidade. A iniciativa integra-se no Programa Floresta Comum que, nos últimos anos, permitiu a plantação de quase um milhão de árvores no país.
O município de Almada viu a candidatura ao Programa Floresta Comum ser aprovada esta semana e espera receber quase 4.500 árvores, entre as quais carvalhos, medronheiros, castanheiros, azinheiras, loureiros, azereiros e sobreiros, todos pertencentes à flora autóctone portuguesa. As plantas, tipicamente mediterrânicas, vão ser distribuídas por vários locais do concelho, desde zonas verdes a florestais, onde se identificaram necessidades de adensamento, enriquecimento ou reflorestação.
Ao Semmais, Nuno Matias, vereador do Ambiente, Energia e Espaços Verdes, afirma que esta iniciativa visa aumentar a biodiversidade do município e “construir uma Almada mais Ecológica e Sustentável”.
As espécies vão contribuir para a projeto educativo municipal “Sextas-feiras pelo Futuro…Mãos à Obra”, o qual, segundo o vereador, pretende plantar 25 mil árvores, envolvendo a comunidade, desde serviços municipais à população, através das escolas, escoteiros, empresas e voluntários que se queiram associar. O objetivo é mobilizar todos os que queiram participar em ações de reflorestação, educando e agindo na regeneração do território.
Contudo, as iniciativas ainda não têm uma data prevista tendo em conta o atual contexto pandémico, mas Nuno Matias assegura que iriam avançar assim que estejam reunidas as condições para “o fazer em segurança e sem risco para a saúde dos munícipes”.
O Programa Floresta Comum é um projeto de incentivo à reflorestação com espécies da flora autóctone portuguesa, promovido pela QUERCUS – Associação Nacional de Conservação da Natureza, ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses e Universidade de Trás-os-Montes e Alto-Douro. Nos últimos anos, a iniciativa permitiu a plantação de quase um milhão de árvores por todo o país, atribuindo-as a projetos locais que demonstrem ter as competências e os meios para as plantar e cuidar, contribuindo deste modo para criar áreas naturais ricas em biodiversidade.






