Barreiro encerra esplanadas no concelho para conter a epidemia Covid-19

A medida não é isolada e surge no seguimento de várias outras que o município pôs em marcha na tentativa de proteger os cidadãos, mantendo-os em casa.

A concentração de pessoas em esplanadas, ignorando a evolução da pandemia de Covid-19 em Portugal e os alertas dados pelas entidades de saúde, autoridades e pelo próprio Governo para que permaneçam em reclusão temporária, levou a Câmara Municipal do Barreiro optar pelo encerramento de todas as esplanadas do concelho este domingo, 15 de março. Não há data marcada a revogação da medida.

Ao Semmais Digital, Frederico Rosa, presidente da autarquia, admite que “medidas isoladas nunca são suficientes” e salienta que esta é apenas mais uma das várias diligências tomadas pelo município para proteger a população, após ter sido decretado o estado de alerta municipal, que levaram ao encerramento de todos os equipamentos públicos (auditório municipal, biblioteca, gabinete da juventude) e de utilização pública (parques infantis, polidesportivos), e aos cuidados redobrados com os transportes colectivos – que passaram a parar em todos os apeadeiros para evitar tantos toques nos botões de paragem e a serem desinfetados e higienizados a cada fim de turno.

A câmara municipal colocou também um veículo na rua para sensibilizar as pessoas a manterem-se em casa, de forma a não contraírem ou a não propagarem a doença, neste período de quarentena, dado o tamanho impacto que o recolhimento tem na prevenção e contenção do vírus e na falta de alternativas como a vacinação para tratar uma epidemia tão recente.

“Ontem o Barreiro esteve praticamente deserto e hoje, além daquela atividade muito residual, não tem comparação com os dias normais”, sublinha Frederico Rosa, que tem acompanhado o carro da Protecção Civil pelo Barreiro nos últimos dias e está satisfeito não só o acatamento das decisões municipais, mas, sobretudo, com a compreensão e sensibilidade dos munícipes face ao problema que enfrentamos.

Quanto ao impacto do vírus na economia local, o autarca afasta-se da contabilidade. “Este não é o momento de fazer contas, é o momento de agir”, considera, admitindo fazer tudo o que estiver ao alcance da comissão municipal de protecção civil para evitar uma pandemia em território municipal.