Universidade de Évora integra a Aliança de Universidade Europeias EU Green

Financiado pela Comissão Europeia e que pretende trabalhar as questões desenvolvimento sustentável do ensino e da investigação nas áreas do crescimento económico, social, cultural e ambiental

 

A Universidade de Évora (UÉ) é a única instituição portuguesa a integrar a Aliança de Universidades Europeias EU GREEN. O projeto foi recentemente aprovado pela Comissão Europeia, que deu luz verde ao plano de trabalho para quatros anos e o financiamento no valor de 14.4 milhões de euros, para o desenvolvimento sustentável do ensino e da investigação nas áreas do crescimento económico, social, cultural e ambiental.

Esta aliança pretende, de acordo com o comunicado da Universidade de Évora, “implementar uma estratégia concertada para a formação de cidadãos e para o desenvolvimento de investigação inovadora que contribua para uma evolução favorável dos ecossistemas locais e/ou regionais”. Para tal, foi necessário que o consórcio fosse composto por instituições similares em dimensão, localização e missão dentro dos respetivos ecossistemas nacionais”.

Este contexto partilhado “torna-nos particularmente conscientes dos desequilíbrios territoriais” explicouHermínia Vasconcelos Vilar, Reitora da Universidade de Évora, acrescentando que “defendemos um modelo mais justo, baseado no conceito de “excelência distribuída” em que cada cidade e região da Europa tem um papel a desempenhar”.

A aliança é  liderada pela Universidad de Extremadura (Espanha) e integrada por mais oito instituições de ensino superior: University of Gävle (Suécia) Wroclaw University of Environmental and Life Sciences (Polónia) Universitá di Parma (Itália) Université D’Angers (França) Universidade de Évora (Portugal) Otto von Guericke Universität Magdeburg (Alemanha) South East Tecnological University (Irlanda) Universitatea Din Oradea (Roménia).

A questão da mobilidade é particularmente pertinente para o projeto, já que a rede de parceiros considera, de acordo com a UÉ, “o aumento da mobilidade e internacionalização em toda a Europa”. Exemplo disso, “é a média de estudantes internacionais em todas as instituições, que ronda os 15%”. “Queremos criar experiências, queremos impulsionar mobilidades e queremos cooperar para além do nível académico”, acrescenta Hermínia Vasconcelos Vilar.

O plano de trabalho deste projeto  prevê ações concretas como: “a co-criação de conhecimento com os vários parceiros – investigadores, alunos, indústria, sociedade civil, autoridades públicas- através do desenvolvimento de metodologias inovadoras e alinhadas com as idiossincrasias das regiões de atuação; a promoção de ecossistemas regionais sustentáveis em toda a Europa, assegurando um verdadeiro impacto transformador na sociedade, que possa ser implementado globalmente e o desenvolvimento de estratégias de educação dos cidadãos para a sustentabilidade, dando-lhes as ferramentas necessárias para o implementar e monitorizar a sua evolução”.