Dança 35, com coreografia Ana Macara, Bruno Duarte, Catarina Casqueiro & Tiago Coelho, Inês Pedruco e Margarida Belo Costa, a abre o certame que decorre até ao dia 12 de outubro.
Os 35 de anos da Companhia de Dança de Almada marcam a 33ª edição da Quinzena de Dança, que arranca no sábado e coloca em palco, até ao dia 12 de outubro, em sete espaços do concelho de Almada e duas de Lisboa, aquilo que mais marcante se faz a nível nacional e internacional na dança contemporânea.
“Aquilo que procuramos é mostrar um máximo de variedade daquilo que se passa na dança contemporânea, desde nacionalidades e tipos de dança, esse tem sido o nosso princípio orientador. Não queremos centrar-nos apenas num determinado tipo de dança, mas sim abrir possibilidades de dar ao público prazer através das muitas facetas da dança contemporânea”, refere Ana Macara, diretora artística do festival, em conversa com o Semmais.
Para assinalar os 35 anos da Companhia de Dança de Almada, instituição que fundou e promove este certame, foi preparado o espetáculo “Dança 35”, que abre esta edição da quineza, esta noite no Teatro Joaquim Benite e que conta com coreografia Ana Macara, Bruno Duarte, Catarina Casqueiro & Tiago Coelho, Inês Pedruco e Margarida Belo Costa. “Para este espetáculo convidamos a participar, não apenas atuais, mas também antigos colaboradores. Temos estes cinco coreógrafos que conceberam este programa e vamos ter cerca de 50 pessoas em palco. Vai ser interessante ver, não apenas os atuais bailarinos da companhia, os ex-bailarinos da companhia com pessoas de idade que, secalhar, não são se esperaria, mas que dançam de forma muito bonita e têm uma presença de palco fantástica”, revela a referida responsável.
600 candidaturas na Plataforma Coreográfica Internacional
A quinzena abre também espaço a trabalhos de companhias e criadores independentes, através da Plataforma Coreográfica Internacional, que este ano voltou a receber perto de 600 candidaturas. “É muito gratificante recebermos estes trabalhos e não é fácil escolher, porque o orçamento é reduzido e não conseguimos acolher todos. Procuramos integrar aqueles que consideramos apresentar o máximo de qualidade, o máximo de inovação e o máximo de criatividade”, reitera Ana Macara.
Da extensa programação, fazem ainda parte artistas vindo de vários pontos do mundo, como a prestigiada Aura Dance Theatre, da Lituânia e Maia Melene D’Urfé e Ashley Menestrina, dos Estados Unidos.
A assinalar ainda a residência do coreógrafo espanhol Jesús Benzal, com um projeto que, segundo a organização, “mergulha numa criação que cruza música e movimento num processo de investigação partilhada” e ainda o italiano Alessio Damiani que regressa para explorar “o potencial de transformação e descoberta pessoal através do movimento”.






