A iniciativa, uma parceria entre a autarquia e a empresa Biogenoa, permitiu a colocação de 16 contentores na via pública, dez dos quais na freguesia de Alcochete, três em São Francisco e três no Samouco.
A pensar na sustentabilidade e no meio ambiente, o município de Alcochete instalou, em vários pontos do concelho, novos contentores destinados à recolha de óleos alimentares usados.
A iniciativa, uma parceria entre a autarquia e a empresa Biogenoa, permitiu a colocação de 16 contentores na via pública, dez dos quais na freguesia de Alcochete, três em São Francisco e três no Samouco.
Ao Semmais o vereador Pedro Lavrado, que tem o pelouro do Ambiente, disse que a iniciativa permitirá “evitar que os óleos alimentares usados sejam depositados indevidamente” e que sejam “tratados adequadamente, para a sua reciclagem e utilização para outros fins”, como são os casos mais frequentes para o biodiesel e o sabão.
“Um dos principais problemas que temos com o descarte indevido dos óleos usados é a contaminação. Por exemplo, quando não são recolhidos e tratados devidamente acabam por ir para o saneamento e para o esgoto, contaminando os nossos rios e mares. O óleo entra na rede e a ETAR não consegue tratar devidamente esses resíduos e causam a tal contaminação dos recursos hídricos”, acrescenta o autarca.
A expectativa é que, com a parceria estabelecida com a Biogenoa, o município passe a ter uma oferta adequada à recolha destes resíduos, dado que, tal como explica Pedro Lavrado, os que existiam anteriormente “estavam degradados” e já criavam “alguma sujidade e problemas na via pública”. “Agora temos contentores modernos, equipados com sensores, com um hardware em que é possível controlar o seu enchimento e ver em que ponto está para a sua recolha. Caso esteja cheio, a Biogenoa, no âmbito do protocolo, assegura a recolha desses resíduos e depois efetuar o seu tratamento”, explica o vereador, que estima que as ações de sensibilização junto da população devem “avançar brevemente”.
A parceria com a Biogenoa não se limita, segundo o vereador, à questão dos óleos usados, estendendo-se também à recolha de cortiça com a Quercus, um pouco por todo o concelho. “Aquilo que será feito é a instalação de recipientes, pontos de recolha, em espaços públicos, por exemplo, para a recolha da cortiça. O que está estabelecido no protocolo com estas entidades é que por cada 50 rolhas de cortiça recolhidas, será plantada uma árvore no concelho”, revela.






