Equipamento histórico continua a ser um dos principais motores do comércio tradicional, da economia local e uma das mais visitadas atrações turísticas da cidade.
O Mercado do Livramento assinalou, na manhã desta sexta-feira, o 150.º aniversário, um momento que serviu para destacar seu o papel na história, na economia e na identidade de Setúbal. Considerado como uma das principais referências da cidade, o equipamento continua a afirmar-se como um polo de comércio tradicional, de promoção dos produtos locais e de atração turística.
Ao Semmais, o vereador Paulo Maia disse que o espaço, que é um dos locais mais visitados, demonstra uma enorme “sustentabilidade” e continua a desempenhar “um papel essencial para a vida e a economia da cidade”.
Momentos antes, durante a cerimónia, o autarca sublinhou que o mercado acompanha, há século e meio, a evolução de Setúbal, assumindo-se como um espaço de abastecimento, de convívio e de valorização da pesca e da agricultura familiar. “Trata-se de um equipamento municipal estruturante, um símbolo de modernidade, um espaço onde se socializa e um elemento identitário da cidade”, salientou.
Paulo Maia recordou também que o edifício, inaugurado a 31 de julho de 1876, resultou de uma estratégia liderada por António Rodrigues Manito para concentrar num único espaço a atividade comercial, que até então se encontrava dispersa por vários pontos da cidade. Desde então, consolidou-se como uma referência do comércio tradicional e como um dos principais símbolos setubalenses.
Ainda durante a cerimónia, o comerciante Henrique João destacou a importância económica do mercado, referindo que o mesmo “emprega diretamente entre 500 e 600 pessoas” e gera ainda milhares de postos de trabalho indiretos.
Face à importância do equipamento para o concelho, Paulo Maia referiu a empreitada de requalificação e modernização atualmente em curso, que, segundo explicou, pretende dotar o mercado de melhores condições e torná-lo “mais qualificado e atrativo para as próximas décadas”. A conclusão da intervenção está prevista para o final de agosto.
“Cabe a todos nós, enquanto comunidade, assegurarmos não só a proteção desta joia urbana, mas também fazermos tudo para que ela brilhe cada vez mais aos olhos de quem a visita. Parabéns a todas as gerações que por aqui passaram”, reforçou o autarca.
Questionado sobre estes trabalhos em curso, ao nosso jornal o vereador explicou que, além da pintura exterior do edifício, a intervenção contempla a instalação de imagens alusivas aos produtos comercializados no mercado e uma componente cultural, através de projetos comunitários.
Paulo Maia acrescentou que o valor global do investimento será divulgado após a conclusão da empreitada, revelando, no entanto, que a intervenção conta com um contributo significativo de mecenato.






