Politécnico de Setúbal clama urgência num edifício para a Escola Superior de Saúde

Há vinte anos que o IPS luta pela construção de um edifício próprio para a Escola Superior de Saúde. O presidente do instituto diz que as condições comprometem o número de alunos que a instituição pode receber. O Governo procura financiamento.

A Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) foi criada em 2000 e, na altura, foi a primeira no panorama nacional do Ensino Superior. No entanto, passadas duas décadas, a instituição continua a lutar pela construção de um edifício próprio.

O presidente do IPS, afirmou ao Semmais ser necessário insistir na edificação, uma vez que “os estudantes estão a ter aulas num imóvel que não foi construído para o propósito”. Pedro Dominguinhos acredita que, sendo esta uma escola reconhecida tanto a nível nacional como internacional, é necessário dar condições para que a Escola Superior de Saúde (ESS) continue a receber mais estudantes e novas ofertas de formação superior, algo que está “estagnado e que compromete o número de vagas, quer na Escola Superior de Ciências Social como na de Saúde”, que atualmente coabitam no mesmo espaço.

 

Governo procura financiamento para avançar com a obra

No ano passado, a Assembleia da República reconheceu a carência da construção do edifício e aprovou a resolução 115/2019, na qual “considera essencial dotar o IPS de uma escola de Saúde, capaz de oferecer aos seus estudantes, docentes e não docentes uma infraestrutura que dignifique e crie as condições para um ensino de excelência na área”.

Questionado pelo Semmais sobre a construção da ESS, João Sobrinho Teixeira, secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, afirmou que a resolução do projeto foi recomendada pela Assembleia da República ao Governo e que, neste momento, “está em agenda para encontrar forma oportuna de financiamento para a construção da obra”.