O projeto, orçado em 460 mil euros e apoiado por fundos comunitários, permitirá descer a encosta e observar as várias espécies de flora e fauna num território inserido no Parque Natural do Vale do Guadiana.
Os passadiços do Pulo do Lobo, cujas obras arrancaram em janeiro, devem estar prontos para visitas em 2021, segundo a câmara de Serpa.
Tomé Pires, presidente da autarquia, refere que “a criação dos passadiços do Pulo do Lobo decorre da estratégia de desenvolvimento traçada pela câmara de Serpa, onde a salvaguarda e valorização do património são determinantes, neste caso do património natural”.
Para além dos passadiços, está a instalar-se sinalética e estruturas interpretativas e informativas do espaço envolvente que permitem “sensibilizar para a preservação e conservação da riqueza natural, ambiental e paisagística” do Parque Natural do Vale do Guadiana.
Os 50 metros, íngremes, até à margem do rio vão poder ser feitos em segurança, através de uma escadaria em madeira, com cerca de 300 degraus. Ao longo das escadas, a cada 18 degraus, existem patamares para descanso que servem também como miradouros.
No espaço existem dois vales, uma dos quais é bastante largo e arredondado, tendo sido escavado ao longo de milhares de anos pela força das águas que desciam da nascente em direção ao mar. A diminuição do caudal, em virtude da última glaciação, iniciou um processo de escavação de um outro canal, aquele que a água percorre agora, mais fundo, a que se dá o nome de “Corredoura”.
O Pulo do Lobo é também um lugar de lendas e histórias. A mais conhecida dá conta de um “homem audaz ou um lobo acossado que poderiam transpor só com um salto o desnível estreito e natural”.






